A alma, em sua jornada infinita, não busca o conforto, mas a expansão. Ela quer provar todos os frutos da existência, inclusive os amargos, para que sua sabedoria se torne completa. Quando você se conecta com a Luz, seja ela chamada de Brahman, Alá, Tao, Grande Espírito, Ouçam, ou simplesmente Amor, você não apenas fortalece a si mesmo, mas abre um portal para que a claridade entre em todas as áreas escuras do seu ser. A prece mais poderosa, aquela que ecoa nos rituais dos xamãs e nas liturgias dos templos, é: “Ajuda-me a me proteger de mim mesmo. Que eu possa transformar este inimigo em meu melhor amigo.”
Esse inimigo não está fora de você; ele é a parte de você que ainda não foi educada, que ainda teima em se agarrar à dor como uma criança se agarra a um brinquedo quebrado. Mas, quando você o ilumina com a luz da consciência, ele se rende e se transforma em aliado. Agora, você entende o valor da jornada. O caminho não é uma estrada até algum lugar, mas uma espiral que sempre retorna ao centro, seu coração. Cada desafio que você enfrenta, cada pensamento que você transforma, é um degrau nessa espiral. Não se trata de chegar; trata-se de ser. Ser um pensador lúcido, um sentidor compassivo, um agente da luz.
A vida, em sua sabedoria silenciosa, sempre reage no tom exato de suas ações. Você colhe o que planta, mas também colhe o que pensa que plantou. Os atavismos ancestrais, os genes que carregam o peso das guerras e das pestes, são como rios subterrâneos; você pode não tê-los escolhido, mas pode escolher como navegá-los. O passado não é uma sentença, é um capítulo. O futuro não é uma profecia, é uma possibilidade. E assim, esta conversa não termina, mas começa. O que você fará com estas palavras? Elas são apenas sementes; o solo é a sua mente, a água é a sua atenção, o sol é a sua vontade.
Aquele abraço, O Curandeiro de Almas (@curandeirodealmas)