Tradição, fé e fundamento

Pontos Cantados

Orações em forma de canto que aproximam, harmonizam e sustentam a força espiritual dos trabalhos.

Ouvir os pontos
A voz como instrumento de oração

O ponto cantado na Umbanda

Os pontos cantados são evocações, uma forma cantada de oração que aproxima o poder dos Orixás e a força dos guias ou da linha de trabalho.

O canto sempre esteve associado à religião. Mantras, louvores, cantos gregorianos e hinos demonstram como as manifestações musicais acompanham a espiritualidade humana. Como ensinava São Francisco de Assis, “quem canta reza duas vezes”.

Na Umbanda, os pontos contam histórias das entidades e dos Orixás, exaltam suas qualidades e evocam seu auxílio. Durante os trabalhos, expressam sabedoria, alegria e fé, fortalecendo a conexão com as forças da Umbanda.

Atabaque utilizado nos pontos cantados
O ritmo que conduz e harmoniza o trabalho espiritual.
Ritmo e fundamento

A força dos atabaques

O atabaque cria um caminho sonoro entre os homens e os Orixás. Seus toques funcionam como códigos de acesso ao mundo espiritual e ajudam a sustentar a energia do trabalho, sempre conduzidos com conhecimento, responsabilidade e respeito à doutrina da casa.

Tradicionalmente, os três atabaques são o Rum, de som grave; o Rumpi, de sons médios; e o Lê, de sons mais agudos. A organização pode variar entre os terreiros, preservando-se sempre o fundamento e a responsabilidade de quem conduz a curimba.

Acervo da casa

Ouça os pontos cantados

Selecione um ponto e acompanhe o áudio diretamente pelo portal.

6 pontos disponíveis

Caboclos

Caboclos

Caboclos da Jurema

Falangeiro

Exu

Capa de Tranca Rua de Embaré
Exu

Tranca Rua de Embaré

Falangeiro
Laroyê, laroyê
Mojubá!!

Dono da noite
Feiticeiro da Calunga
Tranca Rua de Embaré
É o Rei daquela encruza(X2)

Quebra demandas
Com o seu punhal na mão
Prende Quiumba
Riscando ponto no chão
Com sua capa
Cobre aqueles que tem fé.
Exu de lei
É Tranca Rua de Embaré

Laroyê, laroyê
Mojubá!
Dono da noite
Feiticeiro da Calunga
Tranca Rua de Embaré
É o Rei daquela encruza

Brilha mais que o sol
É Dono da lua
Ele guardião
E seu nome é Tranca Rua! (X2)
Ouvir no Suno

Malandros

Capa de Zé Pretinho e Zé Pelintra
Malandros

Zé Pretinho e Zé Pelintra

Falangeiro
Foi no cabaré da Lapa
Que o Malandro se criou
Mas foi embaixo da figueira
Que Malandro aprendeu a trabalhar(X2)

Mas um copo na mesa
Que o Boêmio chegou
Traga também o meu baralho
Que essa jogada
Eu vou matar com uma cartada

Olha o que eu vou falar
Olha o que eu vou dizer

Sou eu Malandro Zé Pretinho
E Zé Pelintra é meu amigo e meu padrinho(X2)
Ouvir no Suno

Pretos Velhos

Capa de Preta Velha Vovó Catarina, Ecou
Pretos Velhos

Preta Velha Vovó Catarina, Ecou

Falangeiro Chamada
Ecoou
Um canto vindo de longe
Ecoou

Ecoou
Um canto vindo de longe
Ecoou

Um lindo dia uma luz no céu brilhou
Sob a estrela guia, iluminada chegou
A preta velha de Aruanda, luz divina
Recebeu de oxalá o nome de Catarina

A preta velha de Aruanda, luz divina
Recebeu de oxalá o nome de catarina

É Lua cheia, é Lua nova
Louvada seja, vovó Catarina de Angola

É Lua cheia, é Lua nova
Louvada seja, vovó Catarina de Angola

Ecoou
Um canto vindo de longe
Ecoou

Ecoou
Um canto vindo de longe
Ecoou

Um lindo dia uma luz no céu brilhou
Sob a estrela guia, iluminada chegou
A preta velha de Aruanda, luz divina
Recebeu de Oxalá o nome de Catarina
A preta velha de Aruanda, luz divina
Recebeu de Oxalá o nome de Catarina

É Lua cheia, é Lua nova
Louvada seja, vovó Catarina de Angola

É Lua cheia, é Lua nova
Louvada seja, vovó Catarina de Angola

Composição: João Casemiro

Pretos-Velhos

Pretos-Velhos

Sambando na areia

Falangeiro

Xangô

Capa de Maleme
Xangô

Maleme

Orixá
e eu errei, aqui estou
Pedindo: Maleme, meu Pai Xangô
Se eu errei, aqui estou
Pedindo: Maleme, meu Pai Xangô

Mandai a faísca de um raio pra me iluminar
Segura pedra na pedreira, não deixa rolar

Xangô
Kaô, meu Pai
Os seus filhos bambeiam, mas não caem
Xangô
Kaô, meu Pai
Os seus filhos bambeiam, mas não caem

Se eu errei, aqui estou
Pedindo: Maleme, meu Pai Xangô
Se eu errei, aqui estou
Pedindo: Maleme, meu Pai Xangô

Mandai a faísca de um raio pra me iluminar
Segura pedra na pedreira, não deixa rolar

Xangô
Kaô, meu Pai
Os seus filhos bambeiam, mas não caem
Xangô
Kaô, meu Pai
Os seus filhos bambeiam, mas não caem

Composição: Leo Batuke
Intérprete: Leo Batuke

Referência: Marcio Kain, Curso de Teologia da Umbanda.